De onde vem esse cuidado
Nas décadas de 1950 e 1960, minha avó acolhia pessoas com hanseníase — por iniciativa própria, em uma época em que o diagnóstico frequentemente as afastava do convívio social e até da própria família. Para ela, antes de qualquer condição, existia uma pessoa que merecia cuidado e respeito.
Cresci ouvindo essas histórias, que ajudaram a formar a maneira como compreendo e exerço a Odontologia.
Acredito que o atendimento odontológico de qualidade é um direito de todos: de quem chega ao consultório com autonomia, de quem não consegue sair de casa, de quem tem dificuldade para comunicar o que sente ou de quem precisa de adaptações para se sentir seguro durante o atendimento.
Cada paciente apresenta necessidades diferentes. Por isso, realizo um planejamento individualizado, considerando sua condição de saúde, suas limitações e a melhor forma de conduzir cada etapa do atendimento.